• Denyze Britoo

ESTRELA DE BELÉM E OS FENÔMENOS ASTROLÓGICOS

Podemos ler nas Escrituras Sagradas, a narrativa feita por Matheus, capítulo 02, versículo de 1 a 09, sobre o nascimento de Cristo, a saga de Herodes e os Três Reis Magos.

Nela, é contada a forma pela qual Herodes toma conhecimento do nascimento do Rei dos Judeus, pelos Magos que vinham da Pérsia até Jerusalém, através de apontamentos celestes, que indicavam o nascimento do Messias e o cumprimento da profecia. Eles seguiam, o que hoje chamamos de Estrela de Belém.

Os Magos eram Sacerdotes Zoroastras, sábios detentores dos conhecimentos de todas as ciências, que à época, eram unificadas, em especial, astronomia e astrologia, que só vieram a se separaram no século XVII.

Herodes, então o Rei dos Judeus por decisão do Império Romano, que colocava um governador em cada região, ficou incomodado, vendo seu posto abalado pela ameaça de um novo Rei a reclamar seu trono.

Importante abrir uma brecha aqui, para o fato de que no momento do surgimento da “Estrela”, acontecia a conjunção de Júpiter a Saturno, algo que foi novamente vivenciado por nós no dia 21/12/2020. Na mitologia Grega, Saturno, sendo informado da profecia que um dia, um de seus filhos tomaria seu trono, dá ordens a sua mulher, para que traga até ele todos os seus filhos, para que ele possa devora-los, buscando a permanência absoluta em seu trono, mas Reia, entrega um de seus filhos, Júpiter, aos cuidados das ninfas, e no lugar de uma criança, dá a Saturno, uma pedra enrolada em um tecido para que ele engula. Enquanto isso, Júpiter cresce e volta a sua casa, onde desafia seu pai e o destrona, enviando-o ao exílio no Tártaro.

A exemplo da História, Herodes, poderia representar o passado, o tempo de um reinado ultrapassado, que seria profundamente abalado por um novo Rei, com ideias muito mais evoluídas e pautadas em compaixão, amor e caridade, exatamente as mesmas ideias apresentadas por Jesus em familiaridade aos ideias de Júpiter, onde mais uma vez, a profecia se cumpre.

Assim como Saturno que engole seus filhos, Herodes, após tomar ciência que o novo Rei poderia estar vivo, ordena que todas as crianças de até 02 anos sejam mortas (Matheus – Cap. 02, vers. 16 e 17).

A estrela, que estava a oriente dos Magos, acusava o local do nascimento de Jesus e ao encontra-lo, prestaram-lhe homenagens e ofertaram presentes: OURO, MIRRA E INCENSO.

  • O Ouro: é utilizado como símbolo do Sol, da pureza, da perfeição, iluminação, conhecimento, valor, imortalidade e realeza. Era oferecido a Deuses e Reis e foi ofertado a Jesus, como forma de reconhecer seu poder Real.

Vale lembrar que 25 de dezembro era o dia do deus Sol em Roma (outra divindade persa, chamada originalmente de “Mitra”). No século 4, a Igreja Católica decidiu comemorar nesse feriado o nascimento de Jesus, cuja data não consta na Bíblia.

  • O incenso – Olíbano, era um presente oferecido aos sacerdotes, representando o lado espiritual que Jesus iria revelar para a humanidade. Usado em ritos de Purificação, a Árvore do Olíbano era considerada sagrada, com energia associada também ao Sol. Este aroma tem a capacidade de possibilitar a comunicação direta com energias mais elevadas, ampliando a consciência para facilitar previsões futuras e para a tomada de decisões importantes, que na história do Cristo, também foram questões de grande relevância. O Olíbano também auxilia na ativação da glândula pineal e pituitária amplamente conectadas a vida espiritual e as conexões astrais, além de estimular a fé em si e o sentimento de amparo angelical tão importantes para o cumprimento da profecia da vida de Cristo.

  • A Mirra, era usada para embalsamar corpos, dentro do contexto dos profetas ou com aqueles que trabalhavam com a preservação e o preparo da vida após a morte. A Mirra era utilizada pelos sacerdotes egípcios, no culto ao Deus Rá – Deus do Sol. Equilibra todos os 7 chakras e também nos ajuda a compreender e libertar feridas inevitáveis, que fazem parte do processo da vida e evolução. Por isso, promove a compaixão, sabedoria, perdão e paz. Talvez, esta resina, tenha sido uma etapa preparatória, para as duras passagens que o Cristo, estando encarnado como um homem sofreria. Todas as características necessárias para poder cumpri a profecia, diante das duras adversidades que se encontraria em futuro próximo. Além, disso, a Mirra nos liberta dos pensamentos críticos e dos julgamentos, promovendo força e paz interior, o que também foi um dos grandes ensinamentos do Cristo.

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês. ”

Matheus (7:1-5)

E acima de tudo, a Mirra nos auxilia a cumprir a nossa missão de vida e o propósito para o qual nos comprometemos.

Estes presentes indicavam que ele seria um profeta, grande líder espiritual e um rei, dentro da mesma personalidade, mais uma vez nos indicando que nós, enquanto seres viventes dentro do sistema Solar, responderíamos e Ele, filho de Deus, vindo dos céus e representando a máxima Luz.

Os nomes dos 03 Magos são citados apenas 800 anos após o nascimento de Cristo, associados a três regiões:

Belchior, da Pérsia, que significa Rei da Luz ou A caminho da luz, e está relacionado ao planeta Saturno, associado ao povo negro, que ofertou o Ouro.

Gaspar, da Índia, que significa o Branco, associado a Júpiter, que ofertou o Incenso

Baltazar, da Arábia que significa Senhor dos Tesouros e associado a Marte e o povo Amarelo, que ofertou a Mirra

Após encontrarem e presentearem o menino Jesus, os Magos tiveram um sonho, onde lhes era dito para não mais voltarem a estar com Herodes e para retornarem a sua origem por outro caminho, bem assim como José, o pai do menino, que sonhou para que fugisse de Belém e preservasse a vida do Menino.

Sobre a referência da Estrela

Os Reis se basearam e acompanharam a Estrela que se apresentava no céu de modo bem destacado, muito diferente do que uma conjunção planetária poderia indicar. Isso nos levar a refletir, que algum outro fenômeno pode ter se apresentado no céu.

Em alguns registros e citações, no oriente, além de moedas cunhadas nos anos 13/14 DC, indicam também um fenômeno mais marcantes, que o astrólogo Johannes Kepler nos elucida em 1605, quando observava o alinhamento de Marte, Júpiter e Saturno e viu explodir uma Super Nova diante de seus olhos.

Super Nova é um evento astronômico que ocorre durante os estágios finais da evolução de algumas estrelas, que é caracterizado por uma explosão muito brilhante. Por um curto espaço de tempo, isto causa um efeito similar ao surgimento de uma estrela nova, antes de desaparecer lentamente ao longo de várias semanas ou meses. Este tempo, pode ter sido o suficiente para guiarem os magos da Babilônia até Belém

Esta Super Nova, pode ser o indicativo final para que a conjunção entre os três planetas (que diga-se de passagem correspondem exatamente a origem dos povos de cada um dos Magos; Belchior – Pérsia – SATURNO, Gaspar – Índia – JÚPITER, Baltazar – Arábia – MARTE), pudessem indicar exatamente o posicionamento do local do nascimento do Cristo.

Peixes, o signo em que a conjunção se deu, representava a casa de Israel. Júpiter era uma estrela que representava a realeza, como a estrela real da casa de Davi. Saturno era a estrela protetora da palestina.

Kepler, que também era postulante a pastor, então se lembrou da escritura do Povo Hebreu, que quando Júpiter e Saturno se encontrasse no céu na casa de Israel (Peixes), haveria a mudança de liderança. A nova ordem (Júpiter) e derruba a velha ordem (Saturno), havendo troca de soberano. Em outras palavras, a transição do Velho para o Novo Testamento e tudo que ele representa nas Escrituras Sagradas.

E assim se cumpriu a profecia e assim o velho mundo deu lugar a um novo mundo. Este ano, passamos por esta mesma conjunção. Ainda estamos no alvorecer da Era de Aquário e pode ser que não seja o indicativo de um novo Messias, mas sem dúvida, é um grande preparatório para uma nova liderança, onde novas ideias, conceitos e modelos, se apresentarão diante de nós. A estrela de Belém pode ter sido a morte de uma Estrela, ou encarnação deste grande Astro no ceio da Terra. Seja como for, o ciclo planetário nunca cessa e a todos os dias, e evolução e a reconstrução faz parte de nosso nascer e morrer. O que nós não compreendemos, os astros podem explicar.

Fontes:

Transcrição da palestra de Daniella Rossi – A Conjunção Júpiter/Saturno: seguindo a Estrela de Belém, do canal do Youtube Estelário Astrologia

Livro de Formação em Aromaterapia de Daiana Petry, Vol. 03

Bíblia Sagrada

Dicionário Google

https://pt.wikipedia.org/wiki/Supernova

Resumo e complemento Denyze Britoo


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